Quem faz dois, faz três

Primeiramente, obrigada mil vezes a todos vocês, pelo carinho, pelas mãos apertando as minhas, pela forma tão generosa como receberam minhas últimas notícias e estão me afagando. Valeu, valeu, valeu!

Por aqui está tudo entrando nos eixos mesmo.Hoje é o terceiro dia da minha retomada consciente, da volta à responsabilidade, do fim do oba-oba. Tá, eu falei muito sobre isso ultimamente, me reorganizei várias vezes, depois me deixei levar novamente por pequenos deslizes que isoladamente não parecem nada, mas juntos fazem estragos (e fizeram).

Mas estou sempre dizendo (porque acredito mesmo) que não há uma sina de errarmos sempre só porque erramos antes. Passou, já foi, vamos para a frente, hoje é hoje.

A terça-feira foi boa, no geral. A alimentação foi perfeitinha, como decidi que seria. Almocei em um restaurante que adoro, onde o cardápio é ótimo, as opções de todo tipo, das mais lights às mais calóricas, e tudo é delicioso.

Fiz uma ótima escolha de prato, totalmente light (e estava uma delícia)  e para beber um mate zero, com limão. Almocei com muito prazer, batendo papo com a minha amiga, inclusive falamos bastante sobre  alimentação, disciplina etc., falando de mim  dela, que também lida com a questão do peso a mais.

O resto do dia foi também todinho bacana, sem tirar nem pôr. O que dá satisfação, sensação de missão cumprida por mais um dia, isso é bom.

O que tenho notado é que estou absolutamente serena com relação a essa retomada. Eu já tinha decidido me ajustar, faria isso de qualquer forma e acordei na 2ª feira determinada, embora não tão entusiasmada, como contei aqui.

Mas o episódio do fechecler, contado no post anterior, foi contundente para que eu não tivesse mais dúvidas de que a água estava batendo na bunda, aliás, já subindo mais…

Acaba que num instante as coisas se encaixam. Talvez porque realmente para mim é natural, mesmo, fazer escolhas melhores, no dia-dia, desde que resolva que vai ser assim.   É muito natural, para mim, deixar algo inadequado hoje para um outro dia em que valha mais a pena, desde que eu esteja focada. É muito natural ficar na linha, sem qualquer sofrimento, se me comprometo. Ou seja, como diz sabiamente a queridíssima Taty Carioca, quando eu paro com a palhaçada.

O babado é me comprometer.  Então, porque fiquei tão negligente  por tempo suficiente para piorar as coisas? Boa pergunta, mas sei lá qual é a resposta, o fato é que não dependo dela para agir. Já estou agindo e estou me sentindo muito bem por isso.

Avaliando esta naturalidade toda, juntando meus pensamentos com coisas que tenho lido e ouvido, comentários que recebi, e-mail, papo com amiga etc., vejo que estava sendo muito exagerada ao querer me exigir sentir aquele fogo, aquela paixão enlouquecida, aquele tesão maravilhoso em função de fazer algo que não é novidade alguma!

É uma relação de 8 anos! Que mesmo não sendo sempre tão bem cuidado, e até maltratado como fiz ultimamente, este processo já está mais do que enraizado em mim.

Como querer me cobrar sentir o coração quase sair pela boca de emoção por estar fazendo, simplesmente, o que já fazia, embora capengando muitas vezes?

Certa vez li um artigo em que a autora citava isso, falando das relações amorosas. De como muitos casais rapidamente desistem de ficarem juntos, às vezes sem terem nada um contra o outro, às vezes conscientes de que é uma relação feliz, mas por não conseguirem conviver sem que haja exatamente todo aquele frisson do começo, a paixão enlouquecida, o coração pulando pela boca, a dúvida, a ansiedade, aquela coisa que só de pressentir a proximidade do outro já começava um incêndio na alma, no corpo…

Ela dizia que muita gente quer essa fase da relação, para sempre. Quer fervura o tempo inteiro. E eu vejo muito isso mesmo, em muitas relações. Algo que se amornar, mesmo que seja um morno delicioso, que não queima mas conforta, já não serve para a pessoa. Se não rolar adrenalina total, nada feito, é hora de acabar.

Como se a falta da loucura total fosse, necessariamente, a acomodação, a mesmice. Para muitos casos, pode até ser. Para outros, não.

A Elaine Regiane, amigona com quem converso muito e com quem venho falando disso tudo há tempos, me alertou sobre isso outro dia, em um dos seus chacoalhões por e-mail. Ela sacou que eu estava querendo, 8 anos depois, me sentir apaixonada pelo meu processo como se fosse algo novinho em folha.  Ela me alertou que era paixão, virou amor, um amor seguro, gostoso, que por um momento eu deixei meio largadinho, mas estou retomando. E não dá para retomar obrigatoriamente como se estivesse conhecendo-o e me apaixonando agora.

Pensei muito nisso, e é verdade. Eu não dependo de estar pegando fogo por dentro para curtir esse amor, que já está consolidado. Amor por me cuidar melhor, amor por me dar um trato responsável, por me sentir bem comigo mesma, por me alimentar de um jeito que para mim, sinceramente, não é sacrifício nenhum, por me sentir comprometida com o meu bem-estar.

Seria gostoso se pudesse apertar um botão e me sentir fervendo? Quem sabe, agora, a fervura não virá de outro jeito? Quem sabe, em vez de me lançar na panela com água fervente, o caminho não será me colocar na aguinha fria mesmo, como estou fazendo, e senti-la esquentar aos poucos, até ficar no ponto em que vou fazer, finalmente, o tal Uhuuu?

Sei lá, eu estou bem hoje com essa história, graças a Deus. Tenho 100% de certeza de que vou terminar o dia, mais uma vez, com a ótima constatação de que fiz tudo como planejei, sem dor, embora sem euforia. Mas a carinha que me flagrei fazendo agora, enquanto escrevia este pedacinho do texto, já me denunciou para mim mesma.

Um risinho besta, de canto, disfarçado, como quem diz a si mesma: “Oi, Beth, está escondidinha é? Estou te vendo, não pense que me engana, estou percebendo um levezinho entusiasmo sim, bem suave ainda, pelo menos um orgulhozinho por estar atenta, mais concentradinha viu? Vá lá, garota, é por aí mesmo.”

Talvez o fato de ter vindo aqui escrever, pelo terceiro dia seguido, à revelia do tempo curto e do trabalho que ainda não terminei de fazer, seja um indicador de, no mínimo, muita vontade de ficar bem sintonizada.

Não é um dia de cada vez? Então, o primeiro e o segundo já foram feitos e a nota foi 10. Hoje, o terceiro está indo muito bem.  Quem faz dois, faz três. Então, é continuar.

Beijão!

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20 respostas para Quem faz dois, faz três

  1. Giovana disse:

    Parabéns Beth.
    Tenho certeza que logo logo a empolgação virá!
    Bjimmm

  2. NINI disse:

    Beth fico feliz que você tenha achado o caminho de volta !! um beijo bem grande!!!
    Nini

  3. Lela disse:

    Oi miga!

    Tem aquele bloco no Rio que se intitula

    “simpatia é quase amor”

    Vai que a paixão tenha virado amor e o amor uma… simpatia?

    Amo seu posts cheios de paixão e vida, senão paixão pela R A, paixão por ti e a certeza de que vc merece e quer se dar o melhor*

    Coisa gostosa esse espaço e a cabecinha da minha amiga Beth,

    Vamos em frente, juntas!

    • Kalinka disse:

      Eu adoro o seu blog. O seu astral levanta qualquer um que esteja nessa caminhada.
      Confesso que fiquei bem preocupada com a sua ausência, mas valeu a pena esperar a sua volta.
      Saiba que é uma felicidade poder recomeçar. Significa que Deus está sempre atento e nos amando sempre.
      Bjs.

  4. teresinha disse:

    Muito bem Beth, assim se faz: Parabéns!

  5. Bruxa do 203 disse:

    Gosto de pessoas com essa forma positiva de encarar as coisas. Tem gente que faz drama porque engordou uns kilos, mas reclamar não serve para nada, né? O importante é fazer como você, analisar, planejar e por em prática. Os bons resultados logo irão aparecer.

  6. cristina disse:

    Olá amiga, fico feliz por estar assim tão certa do que quer, isso é maturidade nas atitudes, parabens, vamos conseguir juntas, nos cuidar, bjos

  7. Kalinka disse:

    Eu adoro o seu blog. O seu astral levanta qualquer um que esteja nessa caminhada.
    Confesso que fiquei bem preocupada com a sua ausência, mas valeu a pena esperar a sua volta.
    Saiba que é uma felicidade poder recomeçar. Significa que Deus está atento e nos amando sempre.

  8. Kalinka disse:

    ok

  9. Nanda disse:

    oi Beth!
    vc já me ajudou tanto! eu sempre vou estar na torcida por vc!
    Eu tenho certeza que vc vai conseguir!
    beijo!

  10. Jana disse:

    Querida, nunca tive dúvida que essa fase passaria rapidinho. E você é SEMPRE abençoada, mas não por nós: por Deus que está sempre do seu lado, por merecimento seu! Força, força, força. Tô contigo, dinda! Bjs

  11. Lu disse:

    Nossa! Como é gostoso ler seus posts. Adoro! rsrsrs
    Obrigada pela visitinha e pelo carinho de sempre.
    E estou aqui pra te desejar muita força e perseverança na retomada dessa relação de amor tão bonita entre você, seu corpo e sua alma.
    Mil beijnhos,

  12. Estela Máris disse:

    Beth Maravilhosa! Depois de tantos dias sem ter notícias como é bom vir aqui( recebo aviso por email que tu postou e venho correndo!) e ver posts diários. Tbm queria entender o porquê da gente se deixar de lado. Eu acho mesmo que é o tal excesso de confiança. Porque começamos tão engajadas e à medida que vamos chegando perto do objetivo nos tornamos confiantes e já não nos dedicamos como antes. Eu li em algum há um tempo atrás que o Dr.Alfredo Halpen afirmou que o nosso cerébro vai querer sempre voltar ao maior peso que tivemos. Por aí vemos que batalha que temos que travar “contra” nós mesmas, não é? Bom, o que eu posso dizer que tu daí me dá forças pra seguir em frente. E com certeza sairemos vitoriosas dessa batalha.
    Beijão!

  13. Sue Ellen disse:

    Oie … tudo bem?

    Eu estou na mesma situação que vc … afinal, como eu li em algum lugar: “Não dá pra comer omeletes sem quebrar os ovos” ou seja, estou gorda? Estou sim, já estava antes de engravidar, agora somaram + 7 kg, mas estou feliz e realizada com uma bebe LINDISSIMA nos braços, porem a vida é sempre mais né, e não podemos parar mesmo , então eu também estou recomeçando, aos poucos, mas o que eu percebo é que não posso mais ficar parada vendo as minhas roupas irem embora e sem coragem de comprar novas pelo simples fato que estar me sentindo feia, não dá, felicidade não combina com feiura, e como estou imensamente feliz preciso estar imensamente bonita!!!! Vamos juntas!!!

    Bjos

  14. Bethinha, ela tá sedada no coma induzido, 72 horas…
    Só vamos saber se ela ” volta” sábado…
    Enquanto isso fica a dor da expectativa…
    Sabe, eu desenvolvi uma filosofia sobre a morte… Principalmente depois que conheci a doutrina espírita, e depois de ter feito 30, principalmente depois de estar ” amadurecendo” depois dos 40, que é minha peculiar.
    Eu acho, (pode ser que tenha sido uma invenção do meu incosciente p/ justificar que a morte não dói pra quem se vai, só resta a saudade pra quem fica), enfim, filosofias minhas, que estar do ” lado de lá” deve ser melhor do que este lado aqui…
    Pois é, Beth eu acho que lá nas “terras de aruanda”, deve ser melhor do que essa terra …
    É um processo natural, não é ??
    Mas essa situação, do confronto, essa sim é dolorosa, todo o processo e a saudade que fica e não vai embora… Bom.. Deus é quem sabe, né ??
    E a gente sempre forte aqui, se apegando á Ele !!!
    Obrigada, lindona, aceito e peço suas energias valiosas cá pra gente, tá ??
    Se for a hora dela mesmo, xiiii, ainda vou precisar de mais oração ainda… Tem turbulência pela frente, vixe.. Abafa!
    Obrigada, sempre!
    Beijocas

    • Beth disse:

      Eu também penso assim. Só que pensar é uma coisa, né, baseada na fé. Mas o conhecimento e a crença nos fazem ACEITAR, mas não nos eximem da dor.
      Ontem mesmo, vendo a propaganda do filme ‘As mães de Chico’, eu chorei (sempre acontece) e disse ‘para o Alto’: vocês SABEM, têm certeza absoluta do lado de cá. Nós não SABEMOS, nós temos fé, acreditamos, mas não é como vocês, então é claro que dos dois lados há a saudade, a dor da separação, mas no lado ‘de cá’, devido ao véu do ‘esquecimento’ que é necessário para o aprimoramento, a coisa é barra pesada né?
      Querida, que seja o que for melhor para ela, antes de tudo. Estou com vocês. Beijos.

  15. Tetê disse:

    Oi Beth! Hoje não estou boa não… o ocorrido em Realengo de manhã cedo me deixou super deprê! Vim atualizar prá ver se me distraía mas não adiantou não… A que ponto desce um ser humano! Mas, você está de parabéns! Eu estou precisando de uma dose dupla de determinação e uma porção generosa de vergonha na cara! Bjks Tetê

  16. Elaine disse:

    É por aí mesmo…fazendo um dia decada vez, uma coisa de cada vezs, no seu tempo e dentro daquilo que, muitas, vezes, é possível naquele momento. Algo parecido como AA (Alcoolicos Anônimos). Por que se v. vencer o dia de hoje, e quando o amanhã chegar vencer ele já no presente, o dia de hpoje, de hoje em hoje fará milhões de dias certinhos. Vivendo o presente, sempre!
    Se escorregar? Ficou naquele dia, vai passar e tendo em mente que terá um outro “hoje” chegando…
    No caso de RA, eu, quando erro, procuro retormar o métodologo na próxima refeição.
    Ontem mesmo, pra citar como exemplo, por força das circustâncias (ia ter mancure em casa na hora do jantar), preparei uma torta pras meninas com antecedência e comi um pedaço, até aí tudo bem, dentro da programação, mas depois a manicure chegou, acabei oferecendo e comi mais um pedaço. Também tudo bem, o problema foi que depois dela ir embora, tomei a minha sopa programadada, mas ficou um gostinho de quero mais torta e acabei pegando mais um pedaço. Pesou, passei mal, o oestômago chiou. Bem errei ontem, mas HOJE está tudo nos trinks de novo.
    Vamos continuar assim e termos um belo resultado.
    Beijocas carinhosas!

  17. walquiria disse:

    Beth, a sua força me levanta, impressionante como vocÊ mconsegue dar a volta por cima. beijos

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