“Ao invés de vencer a si mesmo, que tal fazer as pazes consigo mesmo ?”

Recebi a frase acima por e-mail, do site http://www.pensamentopositivo.com.br. Na minha avaliação, ela é totalmente pertinente.

Andei pensando nisso. Em como a gente está sempre tendo que vencer algo. A falta de tempo, o dinheiro mais curto do que a lista de pagamentos a serem feitos, as dificuldades para resolução de um e outro problema, o saco cheíssimo para encarar certo tipo de situação e pessoas etc. Mas para tudo se dá um jeito. Até porque nem sempre dá para vencer tudo, talvez nem seja preciso.

A falta de tempo para algumas coisas está bastante ligada à prioridade que damos a elas, não é sempre, mas em grande parte a coisa é bem por aí também. Porque quando a gente quer porque quer, o tempo aparece, a gente dá um jeito.

As pendências financeiras podem ser aos poucos resolvidas, negocia-se daqui, aguarda-se dali, organiza-se melhor as coisas, gasta menos, prioriza (de novo…) o que realmente deve ser adquirido, abre mão de algo que por hoje, pelo menos, pode ser dispensado e segue, naturalmente trabalhando, fazendo acontecer a mudança.

O saco cheio para isso, aquilo e ‘alguéns’ também pode ser bastante contornado. Começando por dar o peso adequado a eles. Não supervalorizar o que não merece. Mudando o próprio jeito de encarar, de tratar…

Sou uma pessoa positiva. Costumo e gosto de ver as coisas pelo lado agregador, positivo, educador delas. Tudo tem algo a mostrar. Nem que seja para mostrar que fui uma besta em determinado momento/assunto (kkk), mas no final é ensinamento, sim.

Até porque não costumo ficar apegada à lama, gosto de tocar a vida para a frente. Mesmo que muitas vezes leve debaixo do braço, ou melhor, dentro da cabeça e do coração, coisas que até poderiam ficar dormindo lá atrás, já que esquecer mesmo é difícil e, sinceramente, nem sei se é preciso.

O que vale é não dar tanto peso, para sempre, a coisas que não nos fazem sentir bem.  Pelo menos nessa balança, eu posso dizer direitinho o que, afinal de contas, tem mais peso, o que vale realmente mais. Eu posso escolher se vou ficar ligada a algo que me trava, me encolhe, me incomoda etc. ou se vou seguir melhor acompanhada, pelo que me ergue, me faz avançar, me torna melhor. Fácil? Não, não é. Mas, é um exercício interessante, salutar e eu tento, mesmo, praticar.

Estou looooonge de conseguir enxergar e lidar com tudo sempre de um jeito tão bonito assim, nossa… mas vou me esforçando.  Muito, muito, muito a melhorar. Mas, sempre seguindo.

Lições desaprendidas ou mal aprendidas precisam ser reestudadas. Se tem algo que me deixa muito irritadinha, e tem um monte de coisas, uma delas é me pegar repetindo erros que eu já não cometia por tanto tempo e achava que não mais cometeria seguidamente. E, pior ainda, que me trazem rigorosamente as mesmas consequências que, no passado, foram tão ruins e, obviamente, são indesejáveis.

Burrice né? Caramba, e eu me acho tão inteligentezinha! kkkkk

E aí, relembro da frase que já repeti aqui mil vezes, a qual ouvi também mil vezes do meu amado homeopata unicista/amigo/querido: Meu anjo, ter consciência não imuniza ninguém’. Ok, não imuniza, mas serve para a gente PENSAR e AGIR de um jeito mais legal, pelo menos na maior parte das vezes.

Já aprendi que não há a tal imunidade, faz tempo. Que tudo varia e podemos estar mais ou menos frágeis a influências de todo tipo, internas e/ou externas, então é preciso para cada dia, momento, situação etc. entender as nossas ações/reações, aprender com elas e com as consequências, mas sempre procurando o aprimoramento. Senão, não tem graça e serventia.

Assim, vou tentando ser esse poço de compreensão para comigo mesma, com o cuidado de não confundir compreensão com negligência demais, paciência com acomodação, ‘dar um tempo’ com ‘chutar o balde’ etc.

Vou vivendo e, graças a Deus, bem e com saúde, com alegria, com muita disposição. Trabalhando bastante e absorvendo mais responsabilidades, o tempo curto vai ficar ainda menor e, querem saber, acho ótimo, eu gosto. Enquanto tem gente pedindo a Deus para ter menos com o que se envolver, eu quero é mais.

O meu limite não é logo ali, é bemmm acolá, sendo que hoje em dia com mais atenção para não me ferrar, a brecha para o descanso e o lazer não mais deixará de ser aproveitada e, se preciso, fabricada.

Resolvi deixar a cirurgia das pernas para um pouco mais adiante, já que não é algo que possa ser postergado demais, porém não precisa ser assim, no tapa, não é emergencial. E eu parei, pensei e vi que não seria nada bom correria para isso.

Exames a serem feitos, avaliação do risco cirúrgico, agendamento da operação, algumas providências em casa para ter a empregada todos os dias durante a minha licença médica, numa época em que estou precisando fazer viagens a trabalho e, ao mesmo tempo em que estou dando gás também na continuação do tratamento de dentes e gengiva, que estou levando super a sério.

Ontem eu faria mais uma cirurgia na boca, mas devido a um problema técnico (falha do protético num procedimento), ficou para o dia 27/10.  Uma etapa importante, uma grande evolução nesse setor.

Então, vou me programar para operar as pernas no primeiro semestre de 2012, fazendo tudo com calma, enquanto isso vou acompanhando direitinho, volto ao médico para revisões e tudo bem.

Tenho me cuidado direitinho, a alimentação melhorou mais, porém, ainda com promessas compromisso de ficar bem bacana, pois nota 10 não está não. Mas já estou com um 8 rotineiro, com exceções.

Na semana passada fui a serviço a Canoas-RS (terra da Fabi Sereia, querida), onde fiquei 2 dias. Comportamento bacaninha, exceto na noite em que fui jantar em um lugar muito bonito e aconchegante, de boa comida, onde me entreguei a um rodízio de filés e massas.

O detalhe: não sou carnívora e geralmente DETESTO rodízio de massas. Porém, nesse lugar há um buffet de saladas absolutamente divino. E com ele eu ‘abri os trabalhos’. Depois, começaram a servir as carnes e massas.  De forma educada, nada de um montão de comida no prato, detesto isso, são porções pequenas, agradáveis de ver e saborear.

Escolhi só algumas poucas massas, realmente pouca quantidade, só de coisas que achei que valia a pena provar. Também não provei todas as opções de carnes, servidas em porções delicadas, só peguei o que parecia realmente bacana.

Ainda assim, como não tenho o hábito de jantar pra valer, o estômago ficou pesado, foi preciso um chá de boldo e mais 1 hora só de bate-papo com o meu colega, ali mesmo no restaurante, para aliviar tudo e voltar ao hotel para mimir.

No sábado, na volta do shopping onde fomos comprar um presente, eu e o Vi almoçamos num boteco onde sempre que passávamos em frente ficávamos curiosos, com vontade de testar o sabor da comidinha. É boa, honesta. É que estávamos de saco cheio de almoçar nesses restaurantes de shopping, sempre as mesmas coisas… e em casa, não tinha nada pronto e a madame aqui, nem o maridão, estávamos com  a menos vontade de ir para a cozinha.

À noite, fomos a um aniversário infantil lindo, maravilhoso, da netinha de uma amiga. Festa impecável, com direito a momentos bem comoventes. O principal era estar ali com pessoas que eu não via há anos, minha amiga da época da adolescência e sua família, fui tão bem recebida, foi tão bom!

Salgadinhos deliciosos, devidamente saboreados, sem culpa e sem desculpas. Doces, de novo comi pouquinho, pelos mesmos motivos de sempre: boa parte tem chocolate, amendoim, nozes etc. que não gosto, então só como os branquinhos e fui comedida. E o bolo, comi só uma parte do meu pedaço, pois outra parte tinha chocolate também.

O bom e animador é que, em face da mudança de tempo naquele dia, ao invés de usar para a festa um vestido que já havia planejado, vesti uma calça comprida de tecido acetinado, que adoro e não usava há mais de ano, quase que por esquecimento. Juro que cheguei a temer que a danada não fechasse, ou me apertasse muito, afinal… Mas ela coube bem, ficou legal, não incomodou em nada. Claro que uns 5 kg a menos farão com que ela fique espetáculo, mas foi ótimo poder usar sem grilos e me sentir bem, como realmente foi.

Motivador né? Porque eu quero que ela continue assim e daí para melhor.

E aí, voltando à frase título desse post, o que tenho feito é procurado estar em paz, em sintonia comigo mesma. Com os meus objetivos, com o que quero para mim, com o que acho e sei que mereço.  Sim, tento muitas vezes vencer a mim mesma. E sempre que entro nessa, me estrepo.

Na hora que dá vontade de comer errado, em vez de lutar contra isso, me vendo como minha adversária, eu procuro entrar em acordo comigo. Eu digo: o que posso me dar, de melhor, sem ser isso? E vai ser mesmo mais legal, não é? Tem horas que eu digo: simmmmm Beth, isso aí! E aí, rola, fica bacana. Tem horas que eu digo: É mesmo, isso não tem nada a ver agora, mas… mas eu quero. E aí, eu percebo que quando tento vencer a mim mesma, estou me colocando mesmo na posição de adversária, é uma briga em que alguém vence e alguém perde e… epa, sempre sou eu na parada!

Mas se eu faço as pazes, me abraço, me afago, me responsabilizo por me fazer feliz de verdade, o que acontece? Me  cuido melhor. Como estou realmente no momento com relação a isso? Sinceramente? Meio lá,  meio cá. E os efeitos? Idem. Nem bem, nem mal… Mas vou seguindo.

Desejo que vocês estejam bem. Continuo atrasada com visitas, me desculpem, está difícil mesmo. Semana que vem viajarei novamente a trabalho, há muita coisa para resolver e em casa, como eu já disse, estou priorizando outras coisas. Mas, chego lá… aliás, aí no seu cantinho, em breve.

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18 respostas para “Ao invés de vencer a si mesmo, que tal fazer as pazes consigo mesmo ?”

  1. isa disse:

    lindo texto, amiga, adorei…bjus…

  2. aline disse:

    Nossa como sempre escrevendo para mim….realmente cancei não de tentar me vencer mas de me sabotar….cancei de me por pra baixo de me fazer de tapete e de ter pena de mim….enfim cancei de me esconder da vida….agora quero e vou viver….
    bjs lindona

  3. Drika disse:

    Poxa adorei seu post ,a vida inteira briguei comigo , hoje o que eu mais quero é isso fazer as pazes me aceitando ,e tratando bem o que tenho de melhor um corpo saudavel que embora n seja perfeito é o meu corpo ,mudando o que está ao meu alcance e aceitando o q n é possivel mudar e acima de td me amando que é o mais importante ..beijão

  4. Estela Máris disse:

    Quase surtei quando li que vieste a Canoas! Como assim? Eu louca pra te conhecer!!!! Buááááááá!

  5. Danielle disse:

    Oi Beth a Dani sumida apareceu…mas por aqui este ano esta complicadinho pra variar..rsrsrrsr Sentimentos a flor da pele…rsrsrsrs
    Adorei o vídeo que vc postou.
    Quanto a teu post me vi em tuas palavras como sempre vencer a mim mesma é bem isso que tento por aqui ficar em paz e tranquila como sempre fui, mas o meu porém está em ter saúde e é isso que busco apesar ter os desejos meio que pela metade na maioria das vezes o importante é lutar sempre não é?
    Os problemas vão acabar mas logo em seguida começa um outro , e sem falar que os momentos de felicidades são bem maiores…

    beijos Beth
    Te desejo um ótimo dia

    Dani

  6. teresinha disse:

    Muito bom o inicio , o meio e o fin do seu post. Muito bom tudo! Felicidades por esa calça que entrou tão bem. Você é uma mulher bem conseqüente e coherente. É preciso disfrutar das coisas boas da vida, assim como você fez, sem exagerar. Magro come demais de vez en cuando, más é isso mesmo, de vez en cuando só.

    Acho que você eo Vi são un casal lindo e estou buscando o meu Vi tambén. tenho 57 anos, más nao perco a esperança : A Vida con amor é mais vida.

    Un grande braço

    Teresinha

  7. Em fase de TCC, ando sem paciência para certas pessoas. Me apego ao que já ouvi várias vezes, “depois que o curso acabar, é bem provável que nunca mais irá ver essas pessoas”. Enquanto isso, vou tolerando tudo.
    Adorei o texto! Continuo achando que escreves muito bem!

    Desculpa Beth, eu é que estou sem saco para muita coisa, dei para isso o nome de Tensão TCC. rs

    Bom final de semana!

  8. “sempre seguindo”, um dia a gente chega lá. E, se não chegar, não precisamos nos preocupar, o mundo não acaba por isso. Meu beijo.

  9. Micha disse:

    ótima ideia…mas acho q precisamos de metas para fazer certas coisas, sim. eu, pelo menos, senão empaco geral. hahahaha

    Tenha uma semana maravilhosa!!!

    /(,”)\\
    ./_\\. Beijossssssssss
    _| |_…………….

    • Beth disse:

      É fato. Metas são essenciais, eu as tenho. O que não tenho é prazo fixado para alcançar, de forma a ficar com neura. Mas se ficar no ‘um belo dia’, aí também não caminho. O equilíbrio é que é o ó do borogodó! kkk Beijo.

  10. Nina disse:

    Beth, lindo post!
    E essa frase do título? Caiu como uma luva pra mim.
    Ótima semana =D

  11. lela disse:

    Oi querida

    Estou em férias e meio “patati patatá” com as visitas mas sempre leio o que vc escreve…a cabeça à mil, né? nessa hora vc produz pérolas…pode ter certeza!

    A frase da consciência, levo comigo*

    Beijus

  12. Paula disse:

    boa sorte com tudo !!

    beijos !!

  13. cristiane disse:

    Beth… sempre amiga e fiel nas suas amizades né….. isso mesmo mesmo tendo na maioria do tempo momentos ruins estou procurando me aceitar … a cada dia mais conciênte de mim e de meus desejos e sonho. Aprendendo a cada dia …
    Te adoro e boa sorte nas sua caminhada.

  14. disse:

    Ehhh Beth! Eu também estou a Rainha do Contorno, rsrsrs. Ajeita daqui, “enrola” de lá… Nunca tive que dar tanto nó em pingo d’agua,rsrsrs. Mas tá indo, tá indo.
    Gostei muito da frase: Ter consciência não imuniza! Verdade pura.
    Bjs e vamos seguindo, certo?
    Já respondi e-mail (atrasado) com end do blog, mas vai aqui também: http://emdiacomigomesma.blogspot.com/

    Bjs de novo.

  15. Liane disse:

    Oi Beth! Esse seu post foi no momento certo pra eu ler!! Já fazia alguns dias q eu estava angustiada e não sabia o pq, daí quando li eu percebi q era por isso, pq eu estava toda hora me cobrando de fazer a coisa certa, brigando comigo mesma quando não fazia,,, enfim, obrigada pelas palavras!! Bjos!

  16. edilson peres disse:

    ” e por isso brigamos todos os dias, eu e o meu coração; um dizendo que sim e outro dizendo que não”. ” Quando me encontro com os meus desencontros, vejo que perdi tempo nos meus contra-tempo” Gostei ! o texto me ajudou a me reencontrar e ficar de bém com vida.

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